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quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Os bons morrem jovens

É tão estranho
Os bons morrem jovens
Assim parece ser
Quando me lembro de você
Que acabou indo embora
Cedo demais

Quando eu lhe dizia
Me apaixono todo dia
É sempre a pessoa errada
Você sorriu e disse
Eu gosto de você também
Só que você foi embora...
Cedo demais!

Eu continuo aqui
Meu trabalho e meus amigos
E me lembro de você
Em dias assim
Dia de chuva
Dia de sol
E o que sinto não sei dizer...

Vai com os anjos
Vai em paz
Era assim todo dia de tarde
A descoberta da amizade
Até a próxima vez...

É tão estranho
Os bons morrem antes
Me lembro de você
E de tanta gente que se foi
Cedo demais!
E cedo demais...

Eu aprendi a ter
Tudo o que sempre quis
Só não aprendi a perder
E eu que tive um começo feliz...
Do resto não sei dizer

Lembro das tardes que passamos juntos
Não é sempre mais eu sei
Que você está bem agora
Só que neste mundo
O verão acabou.

Cedo demais!

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Comemoração...um mês

Como expressar nas palavras, os gestos que queria fazer, as coisas que gostaria de ver, os belos amanhecer e entardecer, e o sombrio morrer... faltam-se falas. Mas ao expressar o simples fato de escrever, falar, nada existe para preocupar... nada pode deturpar, na essência pelo chorar, no gesto por beijar, comover e alavancar o puro e simples "amar". (Poesia - Renato Russo)

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Metal contra as nuvens - L.U.

I Não sou escravo de ninguém Ninguém é senhor do meu domínio Sei o que devo defender E por valor eu tenho E temo o que agora se desfaz. Viajamos sete léguas Por entre abismos e florestas Por Deus nunca me vi tão só É a própria fé o que destrói Estes são dias desleais. Sou metal, raio, relâmpago e trovão Sou metal, eu sou o ouro em seu brasão Sou metal, me sabe o sopro do dragão. Reconheço meu pesar Quando tudo é traição, O que venho encontrar É a virtude em outras mãos. Minha terra é a terra que é minha E sempre será minha terra Tem a lua, tem estrelas e sempre terá. II Quase acreditei na sua promessa E o que vejo é fome e destruição Perdi a minha sela e a minha espada Perdi o meu castelo e minha princesa. Quase acreditei, quase acreditei E, por honra, se existir verdade Existem os tolos e existe o ladrão E há quem se alimente do que é roubo Mas vou guardar o meu tesouro Caso você esteja mentindo. Olha o sopro do dragão... III É a verdade o que assombra O descaso que condena, A estupidez o que destrói Eu vejo tudo que se foi E o que não existe mais Tenho os sentidos já dormentes, O corpo quer, a alma entende. Esta é a terra-de-ninguém Sei que devo resistir Eu quero a espada em minhas mãos. Eu sou metal, raio, relâmpago e trovão Eu sou metal, eu sou o ouro em seu brasão Eu sou metal, me sabe o sopro do dragão. Não me entrego sem lutar Tenho ainda coração Não aprendi a me render Que caia o inimigo então. IV - Tudo passa, tudo passará... E nossa história não estará pelo avesso Assim, sem final feliz. Teremos coisas bonitas pra contar. E até lá, vamos viver Temos muito ainda por fazer Não olhe para trás Apenas começamos. O mundo começa agora Apenas começamos.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Vento no litoral...Legião Urbana

De tarde quero descansar Chegar até a praia e ver Se o vento ainda está forte E vai ser bom subir nas pedras... Sei que faço isso prá esquecer Eu deixo a onda me acertar E o vento vai levando Tudo embora... Agora está tão longe vê A linha do horizonte Me distrai Dos nossos planos É que tenho mais saudade Quando olhávamos juntos Na mesma direção... Aonde está você agora? Além de aqui, dentro de mim... Agimos certo sem querer Foi só o tempo que errou Vai ser difícil sem você Porque você está comigo O tempo todo... E quando vejo o mar Existe algo que diz: -Que a vida continua E se entregar é uma bobagem... Já que você não está aqui O que posso fazer É cuidar de mim Quero ser feliz ao menos Lembra que o plano Era ficarmos bem... Ei,olha só o que eu achei: Cavalos-marinhos. Sei que faço isso Prá esquecer Eu deixo a onda Me acertar E o vento vai levando Tudo embora...

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Andrea Doria - Legião Urbana


Às vezes parecia
Que de tanto acreditar

Em tudo que achávamos
Tão certo...

Teríamos o mundo inteiro

E até um pouco mais
Faríamos floresta do deserto
E diamantes de pedaços

De vidro...

Mas percebo agora
Que o teu sorriso

Vem diferente

Quase parecendo te ferir...

Não queria te ver assim

Quero a tua força

Como era antes

O que tens é só teu
E de nada vale fugir

E não sentir mais nada...
Às vezes parecia

Que era só improvisar

E o mundo então seria

Um livro aberto...

Até chegar o dia

Em que tentamos ter demais

Vendendo fácil

O que não tinha preço...

Eu sei é tudo sem sentido

Quero ter alguém

Com quem conversar

Alguém que depois
Não use o que eu disse
Contra mim...
Nada mais vai me ferir

É que eu já me acostumei

Com a estrada errada
Que eu segui

E com a minha própria lei...

Tenho o que ficou

E tenho sorte até demais

Como sei que tens também...